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Acidente Vascular Cerebral (Derrame / AVC)

 

AVC

Pesquisas indicam que as doenças cerebrovasculares estão em segundo lugar no acometimento de vítimas com óbito no mundo, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares. O AVC também uma das doenças que mais incapacitam para a realização de atividades cotidianas

Com o aumento das expectativa de vida e o envelhecimento da população ocorre o consequente aumento dos fatores de risco, sendo eles:
- Hipertensão Arterial (pressão alta) – ao longo do tempo, a hipertensão leva à aterosclerose e ao enrijecimento das artérias, podendo levar a bloqueio ou obstruções de vasos sanguíneos e ao enfraquecimento das artérias e resultando em ruptura
- Diabetes – estudos mostram que os diabéticos apresentam maior risco de AVC quando comparado com não diabéticos, sendo o risco duas vezes maior, independente da presença de outros fatores de risco.
- Altas taxa de colesterol e triglicérides – o colesterol é uma substância gordurosa encontrada no sangue, e é necessário para a formação de algumas células e hormônios. Altas taxas de colestrol podem aumentar o risco de AVC, indiretamente aumentam o risco de doenças cardíacas que por sua vez são fatores de risco para AVC. Além disso, a formação de placas de gordura podem causar bloqueio do fluxo sanguíneo no cérebro, resultando em um AVC isquêmico
- Doenças cardíacas – portadores de doenças coronariana (infarto do miocárdio ou angina), apresentam maior fator de risco. Existe um tipo de arritmia chamada fibrilação atrial que também aumenta o risco do AVC.
- Tabagismo – a fumaça do cigarro pode produzir diversos efeitos nas artérias do cérebro levando a danos importantes, além de que o tabagismo também é um fator de risco para doenças do coração como o infarto do miocárdio, aumentando ainda mais os fatores de risco para AVC. Fumar aumenta a pressão arterial, diminui a capacidade de realizar exercícios físicos e aumentam o risco de formação de coágulos sanguíneos. Mulheres que fumam e tomam anticoncepcionais tem o risco aumentado para AVC.
- Sedentarismo – é um fator de risco para doenças cardiovasculares e AVC. Os exercícios regulares e moderados ajudam a prevenir doenças cardíacas e AVC. Ajuda a controlar também o colesterol, a diabetes e a obesidade e também a diminuir a pressão arterial.

O Tratamento mais indicado é a prevenção e redução dos fatores de risco, porém após a pessoa ser vítima de um AVC o tratamento dependerá das particularidades de cada caso. Para que o paciente tenha uma melhor recuperação e qualidade de vida é fundamental o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde (fisioterapeuta, médico, psicólogo, fonoaudiólogo, e demais profissionais).
Podem apresentar complicações como alteração de comportamento e cognitivo, dificuldade de fala, dificuldade para alimentação, constipação intestinal, epilepsia vascular, depressão, imobilismo (e as complicações relacionadas ao imobilismo).

Uma questão importante é o tempo decorrido entre o início do AVC e a busca por tratamento necessário, os danos são consideravelmente maiores quando o atendimento demora mais de 3 horas para ser iniciado.