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arrowParalisia Cerebral  

 

PC

Paralisia cerebral (PC) ou encefalopatia crônica não progressiva (ECNP) é uma lesão de uma ou mais partes do cérebro, provocada muitas vezes pela falta de oxigenação das células cerebrais, gerando um grupo de condições crônicas que tem como denominador comum anormalidades no desenvolvimento do cérebro.
Acontece durante a gestação, no momento do parto ou após o nascimento, ainda no processo de amadurecimento do cérebro da criança (é considerada paralisia cerebral até o segundo ano de vida). Podem ocorrer também alterações mentais, visuais, auditivas, de linguagem e/ou comportamento com movimentos ativos intermitentes. As lesões cerebrais variam conforme a área afetada, o tempo de lesão e intensidade da mesma, porém neste tipo de encefalopatia a lesão não é progressiva.
O Sistema Nervoso Central (SNC) é formado pelo cérebro e medula espinhal, seu desenvolvimento inicia dentro do útero e continua até os 18 anos de idade. Conforme as etapas de desenvolvimento do cérebro, as suas áreas vão criando novas conexões, desta forma as lesões cerebrais tem efeitos diferentes. Após ser lesado, o sistema nervoso passa a contar com as áreas não afetadas para continuar exercer suas funções porém é possível que ele consiga estabelecer algumas novas redes nervosas. Esta capacidade é conhecida como neuro-plasticidade.

arrowCausas   

Como já citado, as causas encontram-se nos três períodos da gestação (Antes, durante ou após)
Pré-natais: Infecções: Rubéola, Sífilis, Listeriose, Citomegaloviruss, Toxoplasmose e AIDS, Uso de drogas, tabagismo, álcool; Desnutrição materna; Alterações cardiocirculatórias maternas.
Peri-natais: Anóxia; Hemorragias intracranianas; Traumas obstétricos (durante o parto);
Pós-natais: Traumas cerebrais; Meningites; Convulsões; Desnutrição; Falta de estímulo; Hidrocefalia.
Os pacientes com "PC" possuem principalmente comprometimento motor, influenciando no seu desempenho funcional. Segundo alguns estudos, a paralisia cerebral pode ser classificada por: Tipo de disfunção motora extrapiramidal ou discinético (Atetoide, coreico e distônico), atáxico, misto e espástico; ou pela topografia das lesões (Localização no corpo), que inclui tetraplegia, monoplegia, diplegia e hemiplegia. Na paralisia cerebral, a forma espástica é a mais encontrada e freqüente em 88% dos casos.
Associado ao distúrbio motor presente na ECNP, o quadro clínico pode incluir: Deficiência mental, epilepsia: distúrbios da linguagem, distúrbios visuais, distúrbios do comportamento, distúrbios ortopédicos.

arrowDiagnóstico   

O diagnóstico de ECNP está ligada ao atraso no desenvolvimento neuropsicomotor com associação ou não de outros sintomas. A criança apresenta alguns reflexos indevidos para sua idade e dificuldade em adquirir outros próprios de sua idade atual.
Conforme a intensidade e o tipo de anormalidades neurológicas, um eletroencefalograma (EEG) e tomografia computadorizada (TC) podem ser úteis para identificar o local e a extensão das lesões ou malformações congênitas. 
Tratamento
O tratamento medicamentoso da PC visa controlar as crises convulsivas, as complicações decorrentes das lesões e a prevenção de outras doenças, contraturas ou problemas. Além do acompanhamento multidisciplinar para favorecer o bom desenvolvimento motor e cognitivo da criança.

arrowarrowarrow Tratamento Fisioterapêutico arrow rtlarrow rtlarrow rtl

A fisioterapia tem por objetivo: Inibir a atividade reflexa anormal normalizando o tônus muscular e facilitar o movimento normal, consequentemente melhorando a força, flexibilidade, amplitude de movimento (ADM), e as capacidades motoras básicas para a mobilidade funcional. As metas de um programa de reabilitação são reduzir a incapacidade, prevenir contraturas e deformidades e otimizar a função. Os alongamentos músculo-tendinosos devem ser lentos e realizados diariamente para manter a amplitude de movimento e reduzir o tônus muscular. Exercícios de grande resistência podem auxiliar no fortalecimento muscular, mas com as devidas precauções em pacientes com lesões centrais, pois reforçarão as reações tônicas anormais já existentes aumentando a espasticidade.