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O traumatismo cranioencefálico (TCE) é a principal causa de morte e sequelas relacionadas ao trauma, e é responsável por 75% das mortes por trauma na infância, sendo 18% entre 1 a 4 anos, e 40% de 5 a 9 anos. A principal causa do TCE leve são quedas, onde o impacto provoca aparecimento de lesões, porém sem gravidade. Nos acidentes de carro é comum ocorrer a lesão intracraniana por causa do mecanismo de aceleração e desaceleração, mesmo sem evidencia de lesões visíveis na cabeça. Para identificação de lesão intracraniana é necessário realizar a ressonância magnética

 

O TCE pode ser classificado de acordo com o mecanismo, gravidade ou morfologia:

- Mecanismo: Quedas, atropelamentos, acidentes automobilísticos e agressões. Lesões penetrantes (principalmente causadas por ferimento de arma de fogo ou arma branca). As lesões por arma de fogo possuem um prognóstico ruim, principalmente se atravessarem a linha média ou atingir porções inferiores do encéfalo.

- Gravidade: Baseada pela pontuação obtida na escala de coma e de alterações da consciência de Glasgow, e o nível cognitivo representado pelo estado de agitação ou inapropriação e capacidade funcional podem ser avaliados pela Escala Rancho Los Amigos.

- Morfologia: Lesões extracranianas (lacerações de couro cabelo, podendo haver sangramento, e presença de ‘galo’), Fraturas de crânio (afundamento do crânio) e Lesões intracranianas (inchaço e/ou sangramento dentro da cabeça)

Crianças menores de 2 anos, e principalmente abaixo dos 12 meses podem apresentar exame clínico-neurológico totalmente normal e ainda assim apresentar alterações na tomografia e ressonância.

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Um programa de reabilitação iniciado de duas semanas até seis meses de lesão é mais eficaz na recuperação motora assim como melhora o prognóstico de sequelas.

A fisioterapia contribui de forma ímpar na reabilitação do paciente que sofreu um TCE. O fisioterapeuta atuará de maneira a evitar contraturas musculares, negligenciação de membros afetados e desmotivação do paciente. Estratégias básicas para o reaprendizado e readaptação devem ser ensinadas pelo profissional ao seu paciente. Paciência e dedicação de ambos proporcionarão conquistas e vitórias diárias ao longo do tratamento. Ressalta-se ainda a importância de um tratamento em equipe e diferenciado, com o apoio da família e empenho do paciente. Como as consequências e o prognóstico são extremamente variáveis, o plano de tratamento deve ser bem elaborado e diversificado, lembrando assim a importância de um profissional bem qualificado e atencioso.